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Preciso de um site se já tenho Instagram e Facebook?

Há negócios a quem as redes chegam. Para os outros: quem decide quem vê o que publica, o dia em que a conta desaparece, e o que só um site faz.

Há negócios que não precisam de site. Vamos começar por esses, porque o resto da resposta só é útil a quem não está entre eles.

Quando as redes chegam

Seja honesto consigo nestas perguntas. Se responde «sim» a quase todas, um site pode esperar.

  1. Os clientes conhecem-no antes de o procurarem. Vêm por recomendação, são vizinhos, passam à porta todos os dias.
  2. O que vende vê-se numa fotografia. Um bolo, um corte de cabelo, um arranjo de flores. O Instagram foi feito para isto.
  3. A venda fecha-se numa conversa. Mensagem, preço, marcação, tudo no mesmo sítio.
  4. Tem a agenda cheia. Não precisa de mais clientes, precisa de manter os que tem.
  5. Está a testar uma ideia. Antes de investir, quer saber se alguém compra.

Nestes casos, o trabalho que dá mais resultado é outro: um Perfil de Empresa Google completo e validado, e uma conta de Instagram ou de Facebook mantida com regularidade. Um site feito por obrigação, que ninguém atualiza, faz pior figura do que nenhum.

As redes são onde está muita gente. Segundo o estudo «Os Portugueses e as Redes Sociais» da Marktest, citado pelo ECO em novembro de 2025, 54,7% dos portugueses que usam redes sociais seguem marcas e empresas, e entre esses o Instagram é a rede mais usada para consultar as páginas das marcas, referida por 72,9%. O seu cliente está lá. A pergunta é se chega.

Quem é dono da audiência

Mil seguidores no Instagram não são mil contactos seus. São mil pessoas a quem o Instagram pode, ou não, mostrar o que publica.

Adam Mosseri, responsável pelo Instagram, explicou num texto publicado em junho de 2021 que já em 2016 as pessoas não chegavam a ver 70% das publicações no seu feed, e que o feed passou a ser ordenado pela probabilidade de cada pessoa interagir com cada publicação. Ou seja, seguir uma conta não significa ver o que ela publica. Quem decide é a plataforma, com critérios que muda quando quer.

Num site, a página que escreveu continua no mesmo endereço, e mostra-se a quem a abrir, hoje ou daqui a três anos.

O dia em que a conta desaparece

Os termos de serviço da Meta, em vigor desde 4 de março de 2026, dizem que, se a empresa concluir que houve uma violação clara, grave ou repetida dos seus termos ou políticas, pode suspender ou desativar permanentemente o acesso aos seus produtos, e desativar ou eliminar a conta. Prometem avisar e explicar as opções de recurso, com exceções.

Não precisa de ter feito nada de errado para isto ser um risco. Uma conta de administrador comprometida, ou uma decisão tomada por engano, fecham-lhe a montra enquanto o recurso decorre, e o calendário do recurso não é seu.

Um site não elimina este risco, muda-o de sítio. O endereço e o conteúdo podem mudar de servidor e de fornecedor. Antes de contratar, pergunte a quem lhe faz o site em nome de quem fica registado o domínio e em que condições passa para si: é a pergunta que decide se o site é mesmo seu.

Não é só a Meta. Em março de 2024, segundo um aviso da Google citado pelo Search Engine Journal, a Google desligou os sites que criava gratuitamente a partir do Perfil de Empresa. Quem tinha só isso ficou com uma ligação a dar erro a partir de junho. Plataformas gratuitas mudam as regras porque são delas.

Ser encontrado no Google

Quem procura «eletricista em Matosinhos» ou «contabilista para alojamento local» no Google está a fazer uma pergunta que uma publicação de Instagram com três semanas não responde.

Um site pode ter uma página por serviço, escrita para responder a essa pergunta, com o preço quando o publica, a zona onde trabalha, as dúvidas que os clientes repetem. É esse tipo de página que pode aparecer numa pesquisa por um serviço.

E há uma ligação direta ao mapa. O Google explica que a proeminência de uma empresa nos resultados locais tem em conta, entre outras coisas, o número de sites com ligações para ela. O Perfil de Empresa tem um campo para o seu site. Pô-lo lá a apontar para uma página do Facebook é desperdiçar o campo.

O que um site faz que uma página não faz

Diz tudo de uma vez, pela ordem que escolher. Serviços, preços ou intervalos de preço, zona, horário, como funciona o primeiro contacto. Numa página de rede social, isto está espalhado por publicações de meses diferentes.

Responde a obrigações legais num sítio estável. A ligação ao livro de reclamações eletrónico, a política de privacidade, a identificação da empresa. A lei fala em sítios na Internet, e é num site que estas coisas têm onde viver.

Recebe pedidos que ficam registados. Um formulário que chega ao seu correio eletrónico, um pagamento de sinal, uma marcação. Sobre receber pagamentos, escrevemos MB WAY, Multibanco e o seu site.

Dá-lhe um endereço de correio eletrónico com o seu nome. geral@oseunegocio.pt diz uma coisa diferente de um endereço gratuito, e não depende de nenhuma rede social.

Não exige conta a quem o visita. Nem todos os seus clientes têm Instagram, e não o vão criar para ver o seu horário.

O que as redes fazem melhor

Para ser justo com as redes: são melhores a mostrar o dia a dia, a manter-se presente na memória de quem já o conhece e a conversar. Um site atualizado uma vez por mês não compete com isso, e não deve tentar.

A divisão que funciona é esta. As redes são para quem já o segue. O site é para quem ainda não o conhece e está a decidir se lhe liga. Cada publicação pode apontar para o site quando faz sentido, e o site aponta para as redes.

Como decidir

Se ainda está na dúvida, faça uma experiência de cinco minutos. Abra o Google numa janela privada e procure o serviço que vende, com o nome da sua localidade. Veja o que aparece, e de quem são as páginas.

Se aparecem concorrentes com site e a sua empresa aparece só no mapa, ou não aparece, já tem a resposta. Se só aparecem diretórios e redes sociais, também tem uma resposta, e é outra.

Quanto a custos, depende do que o site tem de fazer, e explicamos isso noutro texto: quanto custa um site em 2026. Se quiser ver exemplos, estão em trabalhos. E se preferir que olhemos para a sua presença atual, redes, perfil e site se o tiver, e lhe digamos o que falta, peça uma auditoria gratuita. Sem custo e sem compromisso.

Fontes oficiais

Os textos oficiais por trás dos pontos acima:

Se quiser que alguém olhe para o seu próprio site, a análise gratuita diz-lhe as três coisas que mudaríamos primeiro.

Pedir a análise gratuita