Blog Pagamentos

MB WAY e referência Multibanco: como criar e quanto custa

Como criar uma referência Multibanco ou um pedido MB WAY para o seu negócio, o que cada método custa a receber, e porque raramente precisa de uma loja para isso.

Muitos negócios de serviços que pedem uma loja online não precisam de uma loja. Precisam de uma ligação.

Como os portugueses pagam online

Vale a pena começar pelo cliente, porque é ele que decide se a compra acontece.

Segundo o Barómetro e-commerce da Marktest, divulgado em março de 2025 e baseado em cerca de 6 mil entrevistas, o MB WAY passou a ser o meio de pagamento mais utilizado pelos portugueses nas compras online, com mais de 4 milhões de utilizadores. A referência Multibanco ficou em segundo lugar, com cerca de 3,8 milhões. Foi a primeira vez que a referência deixou de estar à frente.

Isso não faz da referência um método a abandonar. Faz dela o segundo método que o seu site deve oferecer, e continua a ser aquele que muita gente prefere para valores mais altos ou quando não quer aprovar nada no telemóvel.

Um cartão internacional resolve o visitante estrangeiro. Se o seu negócio recebe turistas, resolve mais do que parece.

Uma referência e um MB WAY não são a mesma coisa

Parecem duas versões do mesmo produto e comportam-se de maneiras diferentes.

A referência Multibanco são três números: a entidade, com 5 dígitos, a referência, com 9, e o valor. Só pode ser paga pelo valor exato para que foi gerada, porque o valor entra no cálculo do dígito de controlo. O cliente paga quando quiser, no homebanking ou numa caixa automática, e é aí que está a vantagem e o problema. A vantagem: não precisa de cartão, não há dados de cartão a passar pelo seu site e o cliente sente que controla o momento. O problema: «quando quiser» inclui nunca.

O MB WAY é imediato. O cliente escreve o número de telemóvel, recebe um aviso na aplicação, aprova, e a confirmação chega ao seu sistema em segundos. Para uma marcação, uma inscrição ou um sinal de reserva, essa diferença é a diferença entre saber e esperar.

A regra prática: se o que vem a seguir ao pagamento depende de ele estar confirmado, ofereça MB WAY primeiro. Se está a faturar a 30 dias, a referência é perfeitamente adequada e é o que os seus clientes empresariais esperam.

Como criar referências Multibanco ou um pedido MB WAY

Não consegue criar uma referência Multibanco sozinho, nem no homebanking. Precisa de uma entidade, os cinco dígitos que identificam quem recebe, e quem as atribui a um negócio pequeno é um prestador de pagamentos autorizado pelo Banco de Portugal. Faz-se um contrato, o prestador atribui-lhe uma entidade e uma subentidade, e cada referência passa a ser calculada a partir delas, do número da fatura ou da encomenda e do valor. Com o MB WAY é igual: o pedido sai em nome do seu negócio através do mesmo prestador.

Depois do contrato, há três sítios de onde os pagamentos podem sair:

  1. O painel do prestador. Indica o valor e o número da encomenda ou da fatura, e o painel envia ao cliente a referência ou o pedido MB WAY. Serve quem cobra poucas vezes por semana. A ifthenpay e a easypay descrevem este passo nas suas páginas de ajuda, e a ifthenpay tem também um link de pagamento, em que o cliente escolhe entre referência, MB WAY, Payshop e cartão.
  2. O programa de faturação. A referência sai impressa na própria fatura, e o pagamento fica conciliado quando entra. No InvoiceXpress, por exemplo, liga-se em Configurações, Funcionalidades, Plataforma de Pagamentos, com a Eupago ou a Lusopay, e só no plano M. Outros programas têm integrações próprias: pergunte ao seu qual prestador suporta antes de escolher o prestador.
  3. O próprio site. No fim de uma marcação ou de uma encomenda, o site gera a referência ou envia o pedido MB WAY sozinho, e recebe a confirmação de volta quando o cliente paga. É o único dos três que pede trabalho técnico, e o único em que ninguém tem de fazer nada à mão.

O «pedir dinheiro» da aplicação MB WAY não é a mesma coisa. É uma funcionalidade entre pessoas: não fica associado a uma fatura, não há confirmação automática no seu sistema, e cada pedido é uma conta que alguém tem de fazer à mão no fim do mês.

O que custa receber

Os preçários são públicos e mudam, por isso vale a pena olhar para a forma deles antes dos números.

A ifthenpay, um dos fornecedores portugueses mais usados por negócios pequenos, publica no seu preçário, com os mesmos valores quando o confirmámos em outubro de 2026: referência Multibanco a 0,20 € mais 1,5% do valor pago; MB WAY a 0,07 € mais 0,7%; Payshop a 0,57 € por pagamento; cartão a 0,20 € mais 1,5%, com acréscimos para cartões de empresa e de fora do espaço SEPA. Sem mensalidade, sem custo de adesão e sem mínimo de transações. Os valores são acrescidos de IVA.

Repare na ordem. O método mais usado pelos seus clientes é também, neste fornecedor, o mais barato de receber. É o contrário do que a maior parte das pessoas assume, e é razão suficiente para pôr o MB WAY em primeiro lugar no checkout em vez de o esconder atrás de «outros métodos».

Há outros fornecedores portugueses com ofertas próximas, entre eles a easypay e a Eupago, e as diferenças reais entre eles tendem a estar no que acontece à volta do pagamento: reembolsos de MB WAY, avisos quando uma referência não é paga, prazos de validade configuráveis e a integração com o software de faturação que já usa. Compare isso, não só a percentagem.

Três formas de aceitar pagamento num site Um link de pagamento por fatura serve serviços e orçamentos e não precisa de loja. Um checkout simples serve um número pequeno de produtos com preço fixo. Uma loja completa só se justifica com catálogo, existências e portes. FORMA QUANDO LINK DE PAGAMENTO CHECKOUT SIMPLES LOJA COMPLETA Serviços, orçamentos, sinais de reserva Poucos artigos, preço fixo, sem stock Catálogo, existências, portes, devoluções SEM LOJA SEM LOJA LOJA
Fig 1 Só a terceira linha é uma loja, e é a única cujo custo não se consegue dizer à partida.

Como escolher, em quatro perguntas

  1. O preço é sempre o mesmo? Se cada trabalho é orçamentado, não há catálogo para construir. Um link por orçamento chega.
  2. Há existências a controlar? Se sim, a loja começa a justificar-se. Se não, está a comprar um sistema para gerir um problema que não tem.
  3. O que acontece imediatamente a seguir ao pagamento? Se é preciso confirmar uma marcação ou libertar um acesso, precisa de confirmação automática, e isso empurra para MB WAY e cartão.
  4. Quem trata das devoluções? É a pergunta que ninguém faz antes e toda a gente faz depois.

Um exemplo

Imagine uma clínica de fisioterapia em Braga que quer «pôr pagamentos no site». O que quer, quando se pergunta, é reduzir as faltas nas primeiras consultas.

Não precisa de loja. Precisa de cobrar um sinal quando a marcação é feita. A solução é um link de pagamento gerado a partir do software de marcações, enviado por WhatsApp, com MB WAY em primeiro lugar e referência como alternativa. O sinal fica pago em minutos, ou não fica, e nesse caso a hora volta à agenda no próprio dia.

O site não mudou. Mudou a mensagem de confirmação.

Como cobramos nós

Somos um negócio de mensalidades, por isso tivemos de fazer esta escolha para nós próprios. Os nossos clientes em Portugal pagam por débito direto SEPA, no mês em que o site entra no ar e depois todos os meses. Quem prefere Multibanco ou transferência diz-nos, e passamos fatura.

Escolhemos o débito direto porque uma referência é um pagamento de cada vez. Para uma cobrança que se repete todos os meses, uma referência obriga o cliente a lembrar-se, e obriga-nos a nós a lembrar quem não se lembrou. Para um pagamento único, como um sinal, uma inscrição ou uma encomenda, é o contrário: o débito direto pede uma autorização que ninguém quer dar por um pagamento só, e a referência ou o MB WAY são o caminho certo.

O que fazemos

Nos sites que construímos, o pagamento entra pelo caminho mais curto que resolve o problema, e a loja é a última hipótese, não a primeira. Quando é mesmo uma loja, o preço deixa de poder ser dito à partida, e a razão está em preços: as regras de existências, portes, IVA e devoluções são o trabalho, não o catálogo.

Não somos intermediários de nenhum fornecedor de pagamentos e não recebemos comissão de nenhum. Os preçários acima estavam publicados na data indicada e mudam: confirme-os no fornecedor antes de decidir. As condições comerciais, os prazos de liquidação e o enquadramento fiscal da sua atividade são conversas para ter com o seu contabilista.

Se quiser que olhemos para o que o seu negócio precisa de cobrar e lhe digamos qual das três formas serve, é só pedir. Sem custo e sem compromisso.

Se quiser que alguém olhe para o seu próprio site, a análise gratuita diz-lhe as três coisas que mudaríamos primeiro.

Pedir a análise gratuita