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Fixando e Zaask valem a pena, ou um site próprio?

O que custa de facto um cliente na Fixando ou na Zaask, contadas as propostas que não dão em nada, e quando compensa ter um site próprio ao lado.

A Fixando e a Zaask resolvem um problema real de quem está a começar ou tem a agenda com buracos: trazem pedidos de orçamento de pessoas que ainda não o conhecem. A pergunta que interessa a um canalizador, a uma empresa de limpezas ou a um explicador não é se funcionam, mas quanto custa cada cliente que realmente fecha, e se esse custo continua a fazer sentido ao fim de um ano.

Como funcionam a Fixando e a Zaask

O modelo é o mesmo nas duas. Quem precisa de um serviço descreve o que quer e não paga nada. O pedido é mostrado aos profissionais da categoria e da zona, e quem quiser responder gasta créditos para enviar uma proposta.

Na Fixando, a página para especialistas, consultada em outubro de 2026, diz que só se paga pelas propostas enviadas, sem comissão sobre o trabalho, que a conta nova recebe 15 créditos grátis depois de o perfil ser validado, que os créditos não têm validade e que contactar um cliente custa em média 2 a 4 €.

Na Zaask, a página do sistema de créditos explica que cada pedido tem um custo base, conforme a categoria, que sobe ou desce um crédito consoante fatores como a qualidade da informação dada pelo cliente. Enviar uma proposta ocupa um dos cinco lugares de profissionais que podem concorrer ao serviço. Os créditos só são devolvidos em dois casos: o telefone do cliente ser inválido ou não lhe pertencer, ou, sem telefone validado, a primeira proposta não ser vista em três dias.

Nenhuma das duas publica, que tenhamos encontrado, uma tabela simples de quanto custa cada crédito. O valor aparece ao comprar o pacote, e é esse que deve usar nas contas abaixo.

Nos salões e nas barbearias o modelo é outro: a Fresha e o Booksy podem cobrar comissão pelo cliente novo que chega pelo marketplace. As contas estão em marcações online: Fresha, Booksy ou o próprio site.

Quanto custa um cliente, feitas as contas

O preço de uma proposta não é o preço de um cliente. Se envia cinco propostas para ganhar um trabalho, o cliente custou-lhe cinco propostas.

A conta é esta: custo por proposta a dividir pela taxa de sucesso. A Fixando diz na mesma página que a probabilidade de fechar negócio na plataforma é de 20%. É um número da própria plataforma e não um estudo independente, mas serve de ponto de partida:

Custo por proposta Ganha 1 em cada Custo por cliente
3 € 5 (20%) 15 €
3 € 10 (10%) 30 €
4 € 15 (cerca de 7%) 60 €

Agora ponha ao lado o valor do trabalho. Numa reparação de 90 €, um cliente de 30 € leva um terço do valor antes de comprar material. Numa remodelação de casa de banho de 4 000 €, 60 € é pouco. A mesma conta pesa muito mais nas pequenas reparações, onde a margem já é curta, do que nas obras grandes.

O único número que interessa é o seu. Para o ter, registe durante três meses:

  • Quantas propostas enviou, e quantos créditos gastou.
  • Quantos trabalhos fechou, e o valor de cada um.
  • Quanto tempo gastou em pedidos que não deram em nada.
  • Quantos desses clientes voltaram, ou o recomendaram, sem passar pela plataforma.

O último ponto muda a conta. Um cliente que paga 30 € a conseguir e volta todos os anos para a revisão da caldeira é barato. Um que só aparece uma vez é caro.

O custo que não está na fatura: o tempo

Cada proposta leva tempo. Ler o pedido, perceber o que o cliente quer, por vezes ligar, escrever o valor e uma mensagem que se distinga das outras quatro. Se leva dez minutos e ganha uma em cada cinco, cada cliente custou quase uma hora de escritório além dos créditos.

E há o efeito de concorrer com mais quatro pessoas no mesmo ecrã. O cliente vê cinco valores lado a lado e, sem mais informação, compara o número. Quem ganha pelo preço mais baixo tem de continuar a ser o mais barato para continuar a ganhar.

O que fica seu, e o que fica na plataforma

O que se constrói numa plataforma pertence, em boa parte, à plataforma.

As avaliações que recebe no seu perfil da Fixando ou da Zaask ajudam-no lá dentro. Não aparecem no Google, nem no seu site, e não as leva consigo se a plataforma mudar as regras ou o preço dos créditos.

O cliente entrou por uma porta que não é sua. Da próxima vez que precisar de alguém, pode voltar à plataforma em vez de lhe ligar a si, e aí volta a pagar para o ter.

Por isso, depois de cada trabalho bem feito, peça também uma avaliação no seu Perfil de Empresa no Google, como faria com qualquer cliente. É uma avaliação que fica consigo. Explicámos como se faz em como pedir avaliações no Google.

O que um site próprio faz que a plataforma não faz

Um site não cria procura do nada. Ninguém o vai encontrar se não tiver o perfil no Google preenchido e algumas avaliações, e ninguém escreve o endereço de um site que não conhece. O que o site faz é diferente: recebe quem já anda à sua procura.

Quem pesquisa o seu nome. Um vizinho recomendou-o, viu a carrinha na rua, encontrou-o no Google Maps. Essa pessoa quer confirmar que existe, ver trabalhos feitos e ligar. Não está a comparar cinco propostas.

Quem pesquisa o serviço na sua zona. É aqui que o perfil e o site trabalham juntos. Explicámos o que o Google usa para decidir quem aparece em SEO local e as pesquisas «perto de mim».

Quem quer um valor antes de ligar. A plataforma dá ao cliente cinco preços. Um site pode dar-lhe um intervalo de preço logo à entrada, com as suas próprias contas. Fizemos uma demonstração assim para um canalizador fictício em Stockport: a Copperline mostra o preço de cada avaria numa casa em corte e dá o preço de uma caldeira em quatro perguntas. A mesma ideia está descrita nas nossas ferramentas.

Plataforma, site, ou os dois?

Depende de onde está o negócio, mais do que do gosto de cada um.

  • Só plataformas Faz sentido no primeiro ano, ou numa zona nova, quando ainda ninguém pesquisa o seu nome. Os créditos compram trabalho e as primeiras avaliações.
  • Plataformas e site É onde está a maior parte dos profissionais que já têm clientes a voltar. A plataforma enche buracos na agenda; o site e o Google trazem os clientes que não precisam de ser disputados.
  • Site e Google, sem plataformas Faz sentido quando a agenda já anda cheia com recomendações e clientes antigos, e a plataforma passou a ser uma despesa para trabalho de que não precisa.

A regra para mudar de linha: se mais de metade do trabalho do mês chega por uma só plataforma, o negócio depende das regras e dos preços de outra empresa. Não é motivo para sair, é motivo para começar a construir a alternativa antes de precisar dela.

Como usar as plataformas sem ficar dependente delas

  1. Escolha as categorias e a zona com rigor. Cada pedido fora do que faz bem, ou longe demais, é crédito gasto numa proposta que não quer ganhar.
  2. Responda aos pedidos com mais informação. Um pedido com fotografias e detalhes deixa-o fazer um preço sério. Um pedido de duas palavras é uma lotaria.
  3. Responda depressa. Com cinco lugares por pedido, a sua proposta compete também com o tempo que o cliente espera.
  4. Faça o trabalho como se fosse para um cliente seu. Porque, se correr bem, passa a ser.
  5. Peça a avaliação no Google, além da avaliação na plataforma.
  6. Reveja as contas a cada três meses, com a lista acima, e decida se os créditos ainda compensam.

Se a sua decisão for ter um site ao lado das plataformas, há perguntas a fazer antes de contratar alguém, sobre de quem fica o site e o que acontece se sair. Estão em 10 perguntas a fazer antes de contratar quem faz o seu site.

Se já tem um site e quer saber se ele recebe bem quem o procura, mande-nos o endereço. Respondemos por escrito com as três coisas que mudávamos.

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Para pôr o seu negócio no mapa, leia como aparecer no Google Maps, e para saber o que se paga por um site, quanto custa um site em 2026.

Fontes oficiais

Os textos oficiais por trás dos pontos acima: