Saltar para o conteúdo

Desde 2019

Duas pessoas, uma morada, sem planos de ser mais do que uma torrefação.

A Volta começou como uma banca de mercado e um torrador em segunda mão de 5 kg, numa unidade ao pé da Jamaica Street. Continua a ser duas pessoas e uma morada: só o torrador é que ficou maior.

Quem torra

Rui P.

Torra

Rui tirava bicas num café em Lisboa antes de as tirar aqui, e é daí que vem o nome e a forma do Bica: curto, doce, sem pedir desculpa por ser pequeno.

Ellen K.

Compras

Ellen veio da mesa de prova, não do balcão: três anos a comprar café verde para uma torrefação em Leeds antes de decidir que a compra e a torra deviam acontecer sob o mesmo teto.

Como compramos

Direto quando é possível, honesto quando não é.

O Serra vem de uma única quinta no Cerrado brasileiro, com quem se compra desde 2020, a um preço acordado antes da colheita e não definido por ela. O Norte é um lote da Guji comprado através de um importador cuja relação na Etiópia é mais antiga do que a nossa, e isso é dito abertamente, em vez de se fingir o contrário. De um modo ou de outro, a pergunta que decide o que entra no tambor é sempre a mesma: é isto que se beberia ao domingo, por gosto próprio?

Como torramos

Lotes pequenos, torrados por encomenda, não por previsão.

O primeiro torrador foi um tambor de 5 kg em segunda mão, comprado com a banca em 2019; juntou-se-lhe um maior quando a revenda passou a pedir um lote que a banca nunca exigiu. Os lotes continuam a ser medidos, não estimados, e só saem depois de encomendados: às terças e sextas, com as segundas-feiras acrescentadas nos meses de maior procura, para que chegue café mais fresco em mais dias sem que quem está mais atrás na fila espere mais por ele.

Fotografias: Chuck Grimmett ( CC0 ) , Carlos Longarela ( CC0 ) , Nilo Velez ( CC0 ) , Kristin Hardwick ( CC0 ) , Francisco Herrera ( CC0 )