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Sobre nós

Um nome, uma bancada .

Quem está por detrás de cada quadro Corvo, e o motivo por que continua a fazê-los um de cada vez.

A nossa história

De aprendiz a oficina própria

Aprendi o ofício em Itália, numa oficina de Milão onde se faziam quadros de estrada para equipas amadoras. Fiquei lá oito anos, a soldar tubos todos os dias sem que nenhum levasse o meu nome. Em 2013 voltei ao Porto e abri a Corvo, numa garagem em Massarelos que ainda hoje é a oficina.

A ideia nunca foi crescer. Um quadro de aço bem brasado dura quarenta anos e pode ser reparado sempre que for preciso: não é isso que uma fábrica vende. Prefiro medir cada pessoa, cortar cada tubo à mão e assinar o que sai da bancada, mesmo que isso signifique fazer só cinquenta quadros por ano.

Hoje trabalho com a Inês, que trata da pintura e escreve a quem está na lista de espera. Somos dois, a bancada é uma só, e é por isso que a fila existe: não há forma de fazer mais quadros sem os fazer pior.

12

Anos a soldar quadros

50

Quadros por ano

2

Pessoas na oficina

Tiago Rocha e Inês Barbosa

Tiago funda a Corvo em 2013, depois de oito anos numa oficina de quadros em Milão. Inês trata da pintura e da lista de espera desde 2019.

Porquê à mão

O que a Corvo não é.

Sem tamanhos de catálogo

Cada quadro é medido para uma pessoa e cortado à medida dela. Não há um S, M ou L à espera de alguém que sirva.

Aço, não fibra

Uma junta brasada pode ser aquecida e refeita. Uma junta colada, quando parte, obriga a comprar outro quadro.

Uma bancada, não uma linha

Não há produção em série nem turno da tarde. A lista de espera existe porque só há um par de mãos a limar cada tubo.

Feito para durar

O quadro mais antigo que saiu daqui tem doze anos e continua a andar todos os domingos. É esse o objetivo, não a moda do ano.

Fotografias: Sharankrishna VP ( CC0 ) , unknown ( CC0 ) , Mohammed Kateregga ( CC0 ) , vatoyiit ( CC0 ) , Markus Spiske ( CC0 )